Laje dos Sonhos


Foto: Maurício Andrade

O que um livro fotográfico deve trazer aos seus leitores, antes de mais nada, são fotos.

De preferência, belíssimas fotos.

Em um livro fotográfico, as fotos são muito mais do que simples ilustrações do conteúdo do livro. As fotos devem transmitir o conteúdo, visualmente. Devem inspirar paixão, devem instigar olhos e mente do leitor, convidando-o a conhecer mais sobre os elementos fotografados. Então os textos tornam-se fundamentais para completar o processo de transmissão do conhecimento. Seduzido pela beleza das fotos, o leitor absorverá com deleite os textos sobre cada espécie fotografada, sobre cada fenômeno, e compreenderá por inteiro a paixão daqueles que devotaram esforços para concretizar a obra.

Quanto às fotografias submarinas, a equipe do ILV não tinha muitas dúvidas de onde buscá-las. Os fotógrafos submarinos de talento notável são poucos. Os que freqüentam o Parque Estadual Marinho da Laje de Santos são em número ainda menor. E os que conseguem resultados belíssimos em condições nem sempre favoráveis são quase singulares.

Assim, a escolha dos autores das imagens não foi tarefa árdua.

A escolha dos escritores não trazia dificuldades maiores.

Nestes anos de efetivas atividades de campo, desde a aquisição da embarcação Laje Viva com a qual o ILV vem desenvolvendo suas pesquisas científicas, os Biólogos e a equipe de campo tiveram contato com os mais respeitados pesquisadores em cada área de especialidade e que tivessem atuação efetiva junto ao Parque Estadual Marinho da Laje de Santos na atualidade.

A escolha dos escritores de cada capítulo não foi, também, tarefa difícil.

Aliás, a bem da verdade, os capítulos é que foram definidos em virtude das áreas de conhecimento dessas pessoas tão especiais.

A idéia do Concurso de Fotos visa muito mais do que obter belas imagens. O objetivo de fundo - muito mais importante do que o objetivo que se depreende de plano - é a concretização de um dos objetivos institucionais do ILV: reunir as pessoas em torno do tema "Laje de Santos" e da necessidade de sua preservação.

Ao mesmo passo, funciona como incentivo aos mergulhadores/fotógrafos submarinos amadores a irem até a Laje de Santos fazer as imagens; a própria presença física dos mergulhadores na área já representa um importante aliado da preservação, na medida em coíbe – ainda que apenas em parte - as atividades ilegais de caça, pesca e fundeio dentro dos limites do Parque. O assunto será tratado com carinho em um dos capítulos do livro.

Confira aqui os capítulos e seus escritores.

A cada um deles, pelo trabalho que individualmente estão desenvolvendo neste exato instante em prol deste projeto, o nosso carinho e agradecimento especial.